segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Aniversário da tristeza e saudade

Parabéns pra minha tristeza! Tudo de bom pra o meu vazio, espero que ele esteja cheio de alegria, a alegria que antes enchia meu peito e que agora foi parar em uma espécie de vazio existencial. 
Perdida, com medo, saudade e tristeza, é assim que me sinto. Procuro me prender às suas coisas: seu brinco, sua caneta, sua pulseira e a florzinha que você me deu, a foto do nosso beijo e até um pedacinho da embalagem do chocolate que você me trouxe a exatos um mês. Se soubéssemos que ali seria nossa despedida talvez o beijo fosse mais demorado, assim como o abraço, que além de demorado, seria mais apertado, grudado, apreciado, pra nunca esquecermos nosso encaixe perfeito, o cheiro e o toque da outra.
Esse é definitivamente o pior aniversário de todos os tempos, a pior comemoração a ser feita, a coisa mais triste que pode viver e completar meses de existência.
Eu não quero te perder, mas sinto que é inevitável... 
A florzinha tá secando, será que é um aviso? 
Não quero ouvir conselhos, não quero dar atenção aos sinais que são tão claros e óbvios de que tudo se encaminha pra um completo caos, maior que o que estamos. 
Eu te amo, e o amor nos cega! 
Nem passa pela minha cabeça te perder...
Eu não quero comemorar essa data de novo. CHEGA! Quero amor, compreensão, respeito, abraço, beijo, carinho, quero (preciso) você, sua voz ao pé do ouvido (ou por telefone), mesmo ela sendo assim quase inaudível de tão confusa que é, as palavras atropeladas, seus pés que se cruzam ao caminhar.
Quero engordar com pão doce, paçoca, jujuba e sushi, mas só se for com você. 
  
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário