quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais que eu

Sobre os diálogos que nós tínhamos: eu não sei, não sei mesmo, se era medo, insegurança ou charminho.
- Diz que me ama. (Fazendo sempre cara de mimo e fragilidade)
- Eu te amo!
- Muito?
- Muito!
- Mas eu amo mais.
- Então tá! Mas eu te amo, não importa o quanto, se é pouco ou muito, o que importa é que eu te amo.
- Jura?
- Juro!
Com o passar dos meses ela se deu conta de que essas coisas não se medem. Ela também reclamava por que eu não sentia ciúmes. Mas não era bem assim. Por dentro, eu me roía, mas eu não deixava que o ciúme fosse maior do que a confiança.
- Tu nunca sente ciúmes... (E falava isso quase chorando)
- EU?! Quem disse?
- Eu tô dizendo! (Agora com ar de petulância)
E por aí ia... Na verdade, eu sempre mostrava menos do que eu realmente sentia. Eu nunca quis ser mais que ela, nunca quis mostrar o quanto era dependente do seu "Eu te amo!", por que eu sabia que uma hora ou outra alguém iria me tirar aquele doce prazer, e me doía a ideia de imaginá-la se sentindo culpada pela minha tristeza, mesmo sabendo que ela não tinha culpa de nada.
No final, ela se foi achando que tudo que ela sentia, sentia mais que eu.

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