quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A odisseia de Fuleco

A especulação em torno de qual seria o nome do mascote da copa de 2014 é só um capítulo dessa história, que tem início na escolha do próprio s ímbolo. Antes de eleger qual seria o nome, teve que ser definido o que iria representar a copa em terras tupiniquins. Pelé, de forma nada narcisista, sugeriu que o mascote da copa fosse o personagem das HQs do cartunista Maurício de Souza, “Pelezinho”, inspirado nele.


Essa opção foi prontamente descartada pela Fifa, pois os estatutos do organismo impedem que esse tipo de símbolo seja inspirado em pessoas vivas. Enfim, acabado esse momento, que também teve o Saci, personagem do folclore brasileiro, como opção, o Tatu-bola foi eleito como mascote. Ótimo! É um animal que representa a fauna brasileira e que corre risco de ser extinto. Uma grande opção para deixarmos de lado o narcisismo do rei do futebol, representando o país com algo que existe de verdade, diferente do garoto do gorro vermelho e cachimbo no bico. Fora que ainda estamos levantando a bandeira para um problema real, a extinção.

Bom, é o tatu-bola o bicho da vez e não tem mais volta. Desde o dia 16 de setembro foi nos passada a ilustre missão de batizá-lo. Para tal, tivemos que escolher entre as seguintes opções: Amijubi, Fuleco ou Zuzeco. Senti que o estranhamento ao ler esses nomes, não foi um privilégio meu.

Mas por que ¨cargas d’água¨ foram essas as opções? Segundo a Fifa, os nomes sugeridos deveriam estar relacionados com a proteção ao meio ambiente e com o futebol. Ok! Então eles acharam que o nome tatu-bola já não representava isso? Vamos à explicação dos nomes:


Amijubi – junção das palavras “amizade” e “júbilo”. Júbilo? Quantas pessoas sabem que júbilo significa grande alegria? Bom, pelo menos Amijubi parecia nome indígena, eu acho!


Zuzeco – “azul” mais “ecologia”. O que dizer? Risos, apenas! Sei lá, poderia parecer uma homenagem ao Zico. Só que não é, ele ainda vive!


E por último, o escolhido, Fuleco – “futebol” e “ecologia”. Sério, tive que espremer muito minha acides pra enxergar ecologia aí no meio, ou melhor, no fim do nome.


Não adianta chorar pelo leite derramado, pelas junções “infelizes” que nos limitaram à tais opções, com 1,7 milhão de votos, Fuleco é o nome dele. Como vi um internauta falando, “Calma, Fuleco. Com 18 anos, tu vai no cartório e troca de nome”, brincou @FCMuriloCouto_. É isso aí, paciência Tatuzinho-bola, até lá você vai ter que conviver com as piadinhas infames por conta da semelhança semântica entre seu nome de batismo e o nome de certa parte indiscreta da anatomia humana.



Charge de Paixão – Gazeta do Povo (PR).

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